PesquisadoresUma tecnologia desenvolvida pela COPPE/UFRJ avança de forma significativa rumo à aplicação prática no combate à esquistossomose, uma das doenças parasitárias mais relevantes em regiões vulneráveis do Brasil. A iniciativa evidencia o potencial da inovação científica para gerar impacto direto na saúde pública e ampliar o acesso ao tratamento.

O projeto é conduzido pelo professor José Carlos Pinto e pela pesquisadora Emiliane Daher (PEQ/COPPE/UFRJ), que desenvolveram uma solução inovadora capaz de transformar o medicamento em sachês para suspensão oral. A proposta facilita a administração, melhora a adesão ao tratamento e amplia o acesso à terapia, especialmente entre crianças e populações em situação de vulnerabilidade.

A tecnologia foi concebida para tornar o tratamento mais eficiente, acessível e adequado às realidades das populações mais afetadas, sobretudo em áreas com infraestrutura sanitária limitada. Mais do que um avanço tecnológico, trata-se de uma alternativa concreta para superar limitações dos métodos tradicionais, contribuindo para o controle da doença em larga escala.

Outro destaque é o estágio de maturidade da solução, que já avança em direção ao mercado. Esse movimento reforça o papel da pesquisa acadêmica na geração de soluções aplicáveis, promovendo a aproximação entre universidade, setor produtivo e sociedade. A iniciativa também evidencia a importância estratégica da engenharia e da ciência no enfrentamento de desafios reais da população.

Historicamente associada a condições precárias de saneamento, a esquistossomose ainda representa um importante desafio para o sistema de saúde, afetando principalmente comunidades vulneráveis. Nesse cenário, iniciativas como a da COPPE ganham ainda mais relevância ao propor soluções que ampliam o alcance e a efetividade do tratamento.

Com esse avanço, a COPPE reafirma seu compromisso com a inovação e com a geração de impacto social, contribuindo para o desenvolvimento científico e para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira.

Fonte: COPPE

O recente agravamento das tensões no Golfo Pérsico e o bloqueio do Estreito de Ormuz trouxeram à tona um alerta estratégico para o Brasil: a forte dependência externa de insumos essenciais à produção agrícola. Atualmente, quase metade da ureia — principal fertilizante nitrogenado utilizado no país — chega ao território nacional por rotas que passam pelo Oriente Médio, tornando o abastecimento vulnerável a crises geopolíticas.

Com a elevação do preço do gás natural, matéria-prima fundamental na produção de fertilizantes, o impacto já se reflete no custo de produção agrícola e pode comprometer a segurança alimentar. Diante desse cenário, iniciativas científicas nacionais ganham ainda mais relevância.

Na COPPE/UFRJ, pesquisadores vêm desenvolvendo soluções inovadoras para reduzir essa dependência. No Laboratório de Desenvolvimento de Softwares para Otimização e Controle de Processos (LADES), vinculado ao Programa de Engenharia Química (PEQ), os professores Argimiro Secchi (PEQ/COPPE/UFRJ) e Príamo Melo (PEQ/COPPE/UFRJ) têm consolidado rotas tecnológicas que substituem o uso de gás natural importado por resíduos urbanos, lixo orgânico e biogás.

A proposta representa um avanço estratégico ao oferecer uma alternativa nacional capaz de blindar o país contra instabilidades internacionais, garantindo maior previsibilidade no fornecimento de fertilizantes. Além disso, a tecnologia apresenta ganhos ambientais significativos: enquanto a produção convencional de ureia emite cerca de uma tonelada de CO₂ para cada tonelada produzida, o modelo desenvolvido na UFRJ promove a descarbonização do processo, transformando resíduos em insumos de alto valor agregado.

Outro diferencial está na viabilidade econômica. Estudos indicam que a produção baseada em resíduos é competitiva, especialmente em cidades com população superior a 600 mil habitantes, ampliando o potencial de aplicação em larga escala no território brasileiro.

A relevância da pesquisa já ultrapassa fronteiras, tendo sido destaque internacional, incluindo apresentação na Darsh Wasan Lecture, nos Estados Unidos. A iniciativa também será fortalecida com a implantação do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), no Parque Tecnológico da UFRJ, consolidando o Brasil como protagonista no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor.

Em um contexto global marcado por incertezas, a ciência brasileira reafirma seu papel estratégico ao propor caminhos inovadores para garantir segurança alimentar, soberania tecnológica e sustentabilidade ambiental.

Fonte: COPPE UFRJ

Pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) desenvolveram um biossensor eletroquímico inovador capaz de identificar precocemente biomarcadores associados a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. A tecnologia utiliza filamentos produzidos com auxílio de ferramentas computacionais e impressão 3D, permitindo a fabricação de sensores altamente sensíveis e de baixo custo para aplicações biomédicas.

O biossensor indica a presença de substâncias relacionadas às doenças investigadas e, futuramente, também poderá ser utilizado para diagnóstico precoce de câncer de pulmão, ampliando suas possibilidades de aplicação na área da saúde.

O desenvolvimento do dispositivo faz parte da tese de doutorado de Guilherme Sales da Rocha, no Programa de Engenharia Química da Coppe/UFRJ. O pesquisador é bolsista Doutorado Nota 10 da FAPERJ e realizou o trabalho sob orientação da professora Helen Conceição Ferraz, coordenadora do Laboratório de Engenharia dos Fenômenos Interfaciais (Labefit/UFRJ), com coorientação do professor João Victor Nicolini, do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

O projeto também resulta de uma colaboração científica entre o Labefit/UFRJ e o Grupo de Materiais Nanoestruturados Funcionais para Aplicações Biotecnológicas (Nano&UFRRJ). Nos dois laboratórios são desenvolvidos os filamentos condutores utilizados na impressão 3D dos sensores e biossensores eletroquímicos, que posteriormente são aplicados em estudos de detecção de biomarcadores.

Os resultados da pesquisa foram publicados em janeiro na revista científica internacional Microchemical Journal, no artigo intitulado “Label-free 3D-printed electrochemical (bio)sensors for detection of biomarkers in neurodegenerative disorders”. O estudo contou ainda com a colaboração das pesquisadoras Iana Oliveira e Beatriz Bertin, da USP São Carlos, sob supervisão da professora Laís Canniatti Brazaca, do grupo BioMicS – Bioanalítica, Microfabricação e Separações.

A pesquisa busca identificar biomarcadores associados às doenças neurodegenerativas por meio de sensores impressos em 3D. Segundo Guilherme Rocha, os eletrodos são produzidos no laboratório com formato de pêndulo utilizando impressão 3D e compostos por grafite, ácido polilático (biopolímero) e óleo de rícino como plastificante. Após a fabricação, são realizados testes eletroquímicos e eletroanalíticos para identificar substâncias específicas associadas às doenças.

No caso da Doença de Parkinson, o biossensor detecta alterações nos níveis de dopamina, enquanto a Doença de Alzheimer pode ser investigada por meio da análise da proteína clusterina, associada à progressão da enfermidade. Os testes foram realizados tanto em amostras sintéticas quanto em soro humano comercial, demonstrando o potencial da tecnologia para aplicações biomédicas.

A professora Helen Ferraz destaca que o desenvolvimento da pesquisa é resultado de uma construção coletiva e da formação de redes de colaboração científica. Segundo ela, o laboratório possui mais de 20 anos de experiência em estudos voltados à detecção precoce de câncer de pulmão, e a proposta de aplicar biossensores eletroquímicos para doenças neurodegenerativas surgiu a partir do trabalho de doutorado de Guilherme, aliado à colaboração com pesquisadores de outras instituições e ao período de mobilidade acadêmica realizado na USP São Carlos.

Outro diferencial da tecnologia é o baixo custo de produção e a portabilidade dos sensores. De acordo com a pesquisadora, é possível imprimir um biossensor em aproximadamente três minutos, com custo estimado de apenas 13 centavos de real, o que abre perspectivas para ampliar o acesso a ferramentas de diagnóstico precoce.

Além desse trabalho, o grupo publicou recentemente outro estudo na revista Microchemical Journal, intitulado “Trends in Electrochemical Immunosensors for Lung Cancer Detection: A Bibliometric Review Analysis”. O artigo analisou 121 estudos científicos por meio de ferramentas de bibliometria para mapear o panorama atual das pesquisas sobre imunossensores eletroquímicos voltados à detecção precoce do câncer de pulmão, identificando avanços, lacunas de conhecimento e novas oportunidades de pesquisa.

Considerado um dos tipos de câncer mais comuns e letais no mundo, o câncer de pulmão frequentemente é diagnosticado em estágios avançados, quando as opções de tratamento são mais limitadas. Ao organizar e analisar o conhecimento existente, o estudo contribui para orientar novas pesquisas, estimular colaborações científicas e acelerar o desenvolvimento de métodos mais eficazes de diagnóstico precoce, com potencial impacto direto na sobrevivência dos pacientes.

Fonte: FAPERJ

Com base na Portaria CAPES nº 14/2026, a coleta de dados referente ao ano-base 2025 será realizada automaticamente por meio da Plataforma Sucupira. Para garantir que toda a produção intelectual e os vínculos institucionais sejam devidamente contabilizados na avaliação nacional da pós-graduação, é indispensável que docentes e estudantes mantenham seus Currículos Lattes atualizados.

A atualização correta das informações permite que as atividades acadêmicas desenvolvidas ao longo do período sejam registradas de forma adequada, contribuindo diretamente para a avaliação e o desempenho do programa junto à CAPES.

Entre os principais itens que devem ser revisados e atualizados no Currículo Lattes estão:

• Produção bibliográfica e técnica;

• Orientações concluídas e em andamento;

• Projetos de pesquisa e parcerias institucionais;

• Vínculos institucionais e participação em bancas.

A colaboração de toda a comunidade acadêmica é essencial para garantir a precisão das informações registradas e fortalecer o desempenho do programa no processo de avaliação nacional.

A atualização do currículo é uma etapa simples, mas fundamental para valorizar a produção científica e acadêmica do programa.

Acesse AQUI a Plataforma Lattes e atualize seu currículo:

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da UFRJ (código 31001017036P2), na modalidade Acadêmico, obteve Nota 7 na Avaliação Quadrienal 2025 da CAPES, consolidando-se como um dos programas de mais alto nível do país na área de Engenharias II. O resultado foi publicado oficialmente em 12 de janeiro de 2026 e reafirma a trajetória de excelência do Programa no sistema nacional de pós-graduação.

A nota 7 é o conceito máximo atribuído pela CAPES e é reservado apenas aos programas que demonstram desempenho equivalente aos melhores centros internacionais de pesquisa e formação acadêmica. O resultado alcançado pelo Programa de Engenharia Química da UFRJ reflete a solidez de seu projeto acadêmico, a qualidade da formação de mestres e doutores, a produção científica de alto impacto e a forte inserção nacional e internacional.

Na apreciação oficial, a comissão avaliadora destacou que o Programa de Engenharia Química da UFRJ constitui um programa de excelência no cenário nacional, sendo referência na área de Engenharias II. O parecer ressalta ainda que, ao longo de sua trajetória, o Programa tem consistentemente alcançado a nota máxima nas diferentes avaliações da CAPES, e que os resultados obtidos no último quadriênio confirmam, de forma unânime, a manutenção dessa posição de destaque.

Esse reconhecimento reforça o papel estratégico do Programa na formação de recursos humanos altamente qualificados, na geração de conhecimento científico e tecnológico e na contribuição para o desenvolvimento industrial, econômico e social do país. A Engenharia Química da UFRJ segue, assim, como uma referência nacional e internacional, fortalecendo a missão da Universidade de produzir ciência, inovação e impacto positivo para a sociedade brasileira.

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